Freak Show do século XXI? Psicóloga alerta para exploração de vulneráveis no Rancho do Maia
Psicóloga compara o Rancho do Maia aos antigos Freak Shows e acusa o reality de transformar a vulnerabilidade de participantes em entretenimento.
O Rancho do Maia, reality comandado por Carlinhos Maia, voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Conhecido por episódios envolvendo brincadeiras com temas sensíveis, situações consideradas apelativas e conteúdos que dividem opiniões, o programa agora foi comparado aos antigos e polêmicos Freak Shows dos Estados Unidos.
A comparação foi feita pela psicóloga e influenciadora Julia Psique, que produz conteúdos relacionados à sua área de atuação. Em uma publicação nas redes sociais, a profissional fez um alerta sobre a forma como algumas pessoas em situação de vulnerabilidade seriam utilizadas como entretenimento dentro do reality. A declaração rapidamente repercutiu e gerou concordância entre críticos do programa.
Para quem não conhece, os Freak Shows, ou “shows de aberrações”, foram espetáculos públicos populares principalmente durante o século XIX e o início do século XX. Neles, pessoas com deficiências, condições médicas incomuns ou características físicas consideradas fora dos padrões eram expostas ao público como forma de entretenimento.
Segundo Julia, o modelo teria ganhado uma nova roupagem na era digital. Para ela, o Rancho do Maia reproduziria parte dessa lógica ao transformar situações de vulnerabilidade em conteúdo para as redes sociais. “Hoje em dia, esses shows de aberrações estão disfarçados de entretenimento digital. E o Rancho do Maia faz exatamente isso: convida pessoas em situação de vulnerabilidade social, mental e física e faz um tipo de reality disfarçado de oportunidade e inclusão, mas que, na verdade, expõe e humilha as pessoas por suas condições”, afirmou a psicóloga.
Na sequência, Julia citou situações que, em sua avaliação, exemplificariam essa exploração. Entre elas estão uma corrida envolvendo cadeirantes, uma briga entre pessoas com nanismo e vídeos em que participantes aparecem sob efeito de medicamentos. A psicóloga também questionou até que ponto esse tipo de conteúdo pode ser considerado entretenimento quando envolve pessoas que estariam em condições de maior vulnerabilidade.
Assista ao vídeo completo abaixo: