Ximbinha, ex-guitarrista e cofundador da banda Calypso, entrou com uma ação judicial contra sua ex-esposa Joelma em 11 de agosto, na Vara Única da cidade de Viseu, no Pará, envolvendo a disputa por uma propriedade em comum chamada Fazenda Ouro Verde. A área, situada na zona rural e com cerca de 1.489 hectares, foi objeto de decisão judicial anterior que reconheceu a copropriedade da artista, atribuindo metade do imóvel a cada um.

Em seu processo, Ximbinha solicita a demarcação clara da área, além da divisão efetiva da propriedade, e afirma ter tentado uma solução amigável via notificação extrajudicial — iniciativa, segundo ele, ignorada por Joelma. Para dar andamento à ação, seus advogados pediram ainda a nomeação de dois árbitros e de um agrimensor, cujo papel será fazer o levantamento da área com base no mapa anexado ao processo.

Essa nova disputa patrimonial não é o primeiro embate judicial entre os ex-cônjuges. Em 2021, por exemplo, a Justiça de Pernambuco reconheceu a Joelma o direito à partilha de diversos bens, incluindo duas áreas da Fazenda Ouro Verde, um terreno urbano em Ananindeua (PA), um lote no bairro Tamboré, além de outras três fazendas, obras de arte e automóveis, embora vários imóveis tenham sido excluídos da partilha naquele momento. Além disso, Joelma chegou a solicitar ao Ministério Público a investigação de supostos registros de bens em nome de Ximbinha na condição de solteiro, visando impedir sua inclusão na partilha.

Outro ponto relevante é a situação financeira da cantora: em 2025, a Justiça do Trabalho decretou a penhora de seu escritório localizado em Recife por dívidas trabalhistas acumuladas, ultrapassando R$ 1,2 milhão. A defesa de Joelma alegou ter quitado sua parte, mas apontou que Ximbinha não vinha cumprindo com suas obrigações judiciais, o que teria resultado em impactos sobre o patrimônio da cantora.