Na atualização mais recente de seu registro de candidatura, Jair Renan Bolsonaro (PL), deputado federal por Santa Catarina e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, optou por não informar sua orientação sexual ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação difere da declarada em 2024, quando disputou pela primeira vez um cargo público e se identificou como heterossexual.

O sistema do TSE permite que cada candidato escolha se deseja ou não tornar esse dado público. Por isso, a ausência da informação não significa, necessariamente, uma mudança de orientação sexual, mas apenas que o campo não foi divulgado no cadastro eleitoral.

Porém, tal movimento é estranho, ainda mais para uma figura se assume como o defensor dos valores conservadores e liberais. É por essa estranheza que surgiram comentários alegando que Renan Bolsonaro havia se “assumido” ao não querer revelar sua orientação sexual para o público. “Abram as portas do armário que a qualquer momento vem aí” escreveu um, “Nem precisa, é nítido a sexualidade dele. Só está esperando o pai partir” alegou outro.

Até o momento, entre as 8.229 candidaturas registradas, 3.640 candidatos preferiram não informar a orientação sexual. Já 4.398 se declararam heterossexuais, 69 bissexuais, 63 gays, 42 lésbicas, 11 pansexuais e seis assexuais. O tribunal também prevê uma situação em que o candidato manifesta interesse em divulgar a informação, mas deixa o campo em branco por erro de preenchimento. No entanto, segundo o TSE, nenhum registro atual se enquadra nessa hipótese.