A história envolvendo Layla Lima Ayub e o líder do PCC Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, voltou a repercutir após novos detalhes sobre o relacionamento dos dois. Antes de assumir o cargo de delegada em São Paulo, Layla era casada com um delegado da Polícia Civil do Pará, mas teria colocado fim ao casamento depois de conhecer o criminoso.

Segundo informações divulgadas durante as investigações, Layla conheceu Dedel quando ainda trabalhava como advogada em Marabá, no Pará. Na época, ele estava preso e era cliente da advogada. Foi durante esse contato que os dois teriam se aproximado e iniciado um relacionamento.

De acordo com pessoas ligadas à investigação ouvidas pelo Metrópoles, a própria Layla teria afirmado em depoimento que conheceu Jardel antes de ser aprovada no concurso para delegada e acabou se “apaixonando” por ele. A relação teria avançado a ponto de provocar o fim do casamento que ela mantinha com outro delegado. A separação, portanto, teria acontecido justamente durante o período em que Layla se aproximou de Dedel.

O que torna a história ainda mais controversa é que Dedel não era apenas um homem com quem Layla teria se envolvido. Ele já era apontado pelas autoridades como integrante e liderança do PCC na região Norte, além de possuir condenações por tráfico de drogas e organização criminosa.

Mesmo diante desse passado, o relacionamento continuou. Depois que Layla passou no concurso para delegada da Polícia Civil de São Paulo, os dois se mudaram para o estado e passaram a viver juntos. Dedel chegou a acompanhar a companheira na cerimônia de posse como delegada, em dezembro de 2025.

Pouco tempo depois, porém, o relacionamento deixou de ser apenas assunto da vida pessoal. Em 16 de janeiro de 2026, Layla foi presa em uma operação do Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, sob suspeita de manter vínculos pessoais e profissionais com integrantes do PCC. Dedel também foi preso na mesma operação. Os dois estavam vivendo juntos em uma pensão no Butantã, na zona oeste de São Paulo.