Caso Deolane: polícia comete crime para criar prova contra a influencer
Uma página nas redes sociais levantou suspeitas pertinentes sobre possíveis irregularidades no caso Deolane Bezerra.
Em meio às investigações ainda não concluídas no caso Deolane Bezerra, advogados, juristas e outros intérpretes da lei vêm acompanhando de perto os desdobramentos da operação. Agora, uma denúncia sobre possíveis irregularidades na apreensão e no manuseio das provas voltou a gerar polêmica nas redes sociais.
Segundo uma publicação da página @faladeela, no Instagram, a investigação teria cometido graves violações relacionadas à cadeia de custódia das provas utilizadas no caso. A página cita os artigos 158-A a 158-F do Código de Processo Penal (CPP), que estabelecem regras para a preservação, identificação e rastreabilidade de vestígios.
Entre as supostas irregularidades apontadas está a forma como sete celulares, pertencentes a marcas e proprietários diferentes, teriam sido armazenados. De acordo com a publicação, os aparelhos teriam sido colocados juntos em um único envelope lacrado, quando, segundo a página, deveriam estar acondicionados individualmente, permitindo a identificação e a rastreabilidade de cada dispositivo.
Outro ponto levantado envolve vídeos oficiais da operação. Nas imagens, policiais supostamente apareceriam manuseando os celulares apreendidos, alterando configurações dos aparelhos e retirando senhas sem que, conforme a denúncia, houvesse registro em ata ou acompanhamento de um perito.
A página também afirma que mais de 1.642 arquivos teriam sido criados nos celulares depois que os aparelhos chegaram à delegacia. Além disso, os dispositivos teriam sido ativados mais de quatro vezes durante o período em que estavam sob custódia do Estado.
A alegação é de que esse tipo de movimentação poderia comprometer a integridade das informações armazenadas nos aparelhos, já que os dispositivos apreendidos deveriam ser preservados de maneira a garantir que eventuais provas pudessem ser posteriormente verificadas e rastreadas.
Diante desses apontamentos, a página @faladeela levantou a hipótese de que as provas utilizadas na investigação poderiam ter sido manipuladas ou comprometidas durante o processo de apreensão e análise dos celulares. Caso as supostas irregularidades sejam confirmadas, a validade e a confiabilidade de parte das provas obtidas por meio dos aparelhos poderão ser questionadas judicialmente pela defesa de Deolane.
Veja o post oficial abaixo: