Enquanto a seleção argentina segue na briga pelo título da Copa do Mundo de 2026, um escândalo envolvendo a Associação do Futebol Argentino (AFA) ganhou força nos bastidores. Segundo o jornal argentino La Nación, o FBI abriu uma investigação para apurar suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro envolvendo a entidade nos Estados Unidos.

As autoridades americanas tentam esclarecer como a AFA movimentou centenas de milhões de dólares pelo sistema financeiro do país e se parte dessas operações pode ter violado a legislação local. Um dos principais alvos da apuração é a TourProdEnter LLC, empresa ligada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette.

A companhia era responsável por administrar contratos comerciais internacionais da AFA e, conforme documentos obtidos pelo La Nación, movimentou pelo menos US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,34 bilhão) em receitas da entidade. O problema é que, segundo os investigadores, apenas parte desse montante possui despesas identificadas. Outros US$ 57 milhões teriam sido distribuídos para empresas e beneficiários que não tiveram justificativa econômica comprovada.

Ainda de acordo com o La Nación, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia convocar ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei que tiveram acesso a informações sobre a entidade. O caso é conduzido pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, que concentram a investigação nas operações financeiras realizadas pela TourProdEnter LLC. Até o momento, a AFA não se pronunciou sobre o caso.