Deolane Bezerra, que se tornou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o PCC nesta quinta-feira (18), pretendia enviar recursos da facção para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo.

De acordo com os investigadores, o país teria sido escolhido por ser frequentemente associado ao uso de empresas de fachada para ocultação e movimentação internacional de patrimônio. A denúncia aponta que a influenciadora atuava como receptora de valores ligados ao tráfico de drogas e utilizava suas contas bancárias para movimentar mais de R$ 27 milhões em operações consideradas incompatíveis com sua renda declarada.

Além de Deolane, também se tornaram réus Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros integrantes de sua família. A investigação teve início em 2019, após a apreensão de manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau, e identificou uma transportadora que, segundo o Ministério Público, era utilizada para pulverizar depósitos e esconder a origem dos recursos do PCC.

Ainda segundo a denúncia, Deolane utilizava sua projeção nacional e a imagem construída nas redes sociais para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras investigadas, afirmando assim as acusações contra a famosa.