Um vídeo publicado pelo PL e usado para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou parando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por unanimidade, a Corte decidiu manter a liminar que impede o partido de continuar pagando para impulsionar a gravação nas redes sociais, embora a publicação continue no ar. A medida vale também para conteúdos semelhantes.

Batizado de Estrelas da Investigação, o vídeo reúne imagens de figuras públicas que, nos últimos meses, passaram a ser alvo de investigações policiais ou operações de grande repercussão. Entre os nomes exibidos estão Deolane Bezerra, MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e Oruam. A intenção da peça é sugerir que essas personalidades teriam proximidade política com Lula e com o PT, explorando fotos, vídeos e registros públicos ao lado do presidente para construir essa narrativa.

Foi justamente esse ponto que gerou a polêmica. A Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) afirmou que o material tenta induzir o eleitor a associar o presidente e o partido ao crime organizado, além de sustentar que o vídeo utilizaria recursos de inteligência artificial para reforçar essa mensagem. O ministro André Mendonça, relator do caso, deixou claro que essas acusações ainda serão analisadas no mérito, mas entendeu que havia elementos suficientes para impedir que dinheiro fosse usado para ampliar o alcance da propaganda enquanto o processo segue em andamento.

Na prática, a decisão não censura o conteúdo nem impede o PL de fazer críticas ao governo. O que o TSE proibiu foi apenas o impulsionamento pago da publicação. Entre todos os nomes citados, Deolane Bezerra acabou ocupando um papel central na narrativa do vídeo. O PL utiliza imagens da influenciadora ao lado de Lula, incluindo registros da campanha eleitoral, da posse presidencial e de outros encontros públicos, para reforçar a tese de que ela teria proximidade com o presidente.